COMO REGEM OS PLANETAS OS SIGNOS DO
ZODÍACO
Na
astrologia, há semelhanças entre a vibração de um planeta e as características
do signo específico do Zodíaco por ele regido.
A expressão
exterior de um planeta reflecte-se nos signos que contêm as qualidades da água
e do fogo, os elementos mais leves e que mais depressa vibram. A sua expressão
interior é reflectida pelos signos que contêm as qualidades da água e da terra,
os elementos mais pesados.
A Lua e o Sol respectivamente, regem
Caranguejo e Leão. Passar de Caranguejo a Leão é como atravessar o momento
entre a noite e o dia; é como a alvorada. Os outros cinco planetas que se
encontram entre os sete originais regem dois signos cada um. Entre eles, esses
dois expressam as preocupações interiores e exteriores do planeta. Saturno, o
que se encontra mais distante do Sol, rege os signos do Capricórnio e do Aquário,
opostos às duas luzes; por isso se
diz que ele é o Mestre da Escuridão, significando
a escuridão a nossa experiência da Terra densa.
Quando um planeta passa – ou transita
– pelo signo que rege, a sua energia diminui. Algumas características do signo
intensificam – ou exaltam – a energia de um planeta, enquanto que o signo
oposto age contra a energia e em detrimento do planeta, o que faz com que
a sua expressão positiva não seja fácil. A secção que se segue tem como base as
ligações essenciais entre os planetas e os signos que tradicionalmente regem.
No sistema solar como um todo, os planetas individuais, o Sol, a Lua e a Terra
representam uma parte desse todo.
O Sol representa a essência do nosso eu: o
espírito do fogo. O seu objectivo recordar-nos do impulso em direcção à criação,
o ponto que irradia a partir do centro do círculo, o coração de todos os nossos
esforços. É a expressão exterior da luz através do Zodíaco.
Exterior – Rege Leão (fogo), expressando o fogo do espírito
e irradiando.
A Lua representa o nosso subconsciente: o
reflector da luz espiritual universal para aqueles que se encontra na noite do mundo material, na
vida Terrena. O seu objectivo é banhar-nos com essa luz através da experiência do
espectro desses doze estado de espírito do ciclo do Zodíaco. Se trabalharmos
com a Lua Cheia e Nova, perspectivando sempre o posicionamento da Lua em relação
com o Sol, experimentaremos um signo do Zodíaco em cada mês do calendário. Se
trabalharmos com os movimentos da própria Lua através do Zodíaco,
experimentaremos os doze signos a cada vinte e oito dias, treze vezes por ano.
A Lua é a expressão interior da luz através do Zodíaco, equilibrando o Sol.
Interior
– Rege o Caranguejo (água) e reage aos
estados de espírito da Natureza; contenção.
Mercúrio representa a nossa mente, o
pensamento consciente o conhecimento e a comunicação. O seu objectivo é
transmitir as comunicações entre planetas e entre estes e o Sol, de modo a que
não sejam divididos pela sua existência independente; ajuda a interpretar e
expressar a luz do Sol através da mente.
Exterior
– Rege os Gémeos (ar); tenta saber
procurando e descobrindo; a comunicação das descobertas traz o entendimento.
Interior
– Rege Virgem (terra); procura saber
através da experiência; procura a perfeição, aplicando novos métodos; a tentativa
de melhorar a ordem traz o entendimento.
Vénus representa a energia de atracção, os
relacionamentos e o amor. O seu objectivo é contrariar a força que separa as
formas, para que estas não percam o contacto umas com as outras.
Exterior
– Rege Balança (ar); harmonia mental,
diplomacia, discussão e amor pela humanidade
Interior
– Rege Touro (terra); harmonia física,
segurança, beleza e amor pela Terra.
A Terra é o ninho onde nascem as novas
formas, o útero da criação física. O seu objectivo é alimentar com abundância os
seus filhos.
Marte representa a energia da vontade, a
força motora, a fonte de energia. O seu objectivo é afirmar a expressão do
sistema solar (nosso carácter) e ser eficaz.
Exterior
– Rege Carneiro (fogo) impulso de separação,
actividade, vontade de expressar a vida.
Interior
– Rege Escorpião (água); impulsão de
controlar as emoções, reservatório de energia, vontade de definir a vida.
Júpiter representa a expansão e o
crescimento. O seu objectivo é descobrir o que é exterior ao sistema, para que
a determinação de Marte não destrua o desconhecido.
Exterior
– Rege Sagitário (fogo); através do
interesse; a dádiva da atenção, a generalidade do entusiasmo; o filosofo.
Interior
– Rege Peixes (água); através da compaixão;
a dádiva do mártir (Jesus foi sacrificado no inicio da Era dos Peixes), a
generosidade no serviço; o filantropo.
Saturno representa a estrutura, as leis da
necessidade. O seu objectivo é limitar a expansão das formas criadas, para que
a sua força não seja excedida e para garantir que esse crescimento é durável e
adequado.
Exterior
– Rege Aquário (ar); no pensamento, na
estrutura social, nas leis, no comportamento tradicional que torna a sociedade
segura.
Interior
– Rege Capricórnio (terra); no mundo físico, na acção, no trabalho; é um alicerce
bem construído que sustenta um edifício.
O sistema dos sete planetas que
rodeiam a Terra existiu durante milhares de anos no pensamento ocidental. À
medida que a tecnologia – e, consequentemente, o entendimento astrológico –
foram progredindo, foram descobertos os planetas exteriores, reflectindo cada um deles um aspecto do crescimento humano nesse
momento. Cada planeta foi associado a um signo do Zodíaco, expandindo o
significado desse signo de modo a abranger o crescimento correspondente da
humanidade.
Urano descoberto em 1871, reflectia a nova
mobilidade social na era da Revolução Industrial, bem como os primórdios do
trabalho com a electricidade. Urano transporta para a consciência do Aquário
(ar) uma liberdade de movimentos, mudanças súbitas e surpreendentes; activa as
capacidades mágicas.
Neptuno descoberto em 1846,
reflectia o ressurgimento da actividade espiritual para as massas, a meditação
e a comunicação com o plano não físico, que se tornava acessível aos não
religiosos. Também a fotografia – a capacidade de falsificar ou escapar à
realidade – se encontrava na sua infância. Neptuno transporta para a consciência
dos Peixes (água) a sensibilidade psíquica
e emocional, a qualidade mística.
Plutão descoberto em 1930,
reflectia o desenvolvimento secreto da bomba atómica. Em 1945, quando esta
finalmente explodiu e se tornou do conhecimento público, desencadeou uma
reviravolta das atitudes. Essa mudança baseou-se na percepção de que a
humanidade tinha o poder de se destruir a si própria e ao mundo; portanto, já não
podia esconder-se no papel de vitima da Natureza. Plutão
transporta para a consciência do Escorpião
(água), o poder de utilizar as emoções mais profundas para ascender ao ponto
mais elevado do desenvolvimento pessoal, à qualidade transformadora.
Quíron descoberto em 1977,
reflecte a ascensão das terapias complementares e naturais, bem como do
trabalho de crescimento pessoal, uma vez que tanta gente, ferida aos mais
variados níveis, encontra formas de curar e de ser curada. Percebemos que
sobreviver através da repressão, da manipulação e do controlo dá origem a uma
prisão que restringe o nosso verdadeiro potencial. Ao mantermos o contacto com
as emoções encerradas no nosso sistema durante a infância, e ao compreendê-las,
tornamo-nos capazes de dar o passo em direcção a um cuidado mais responsável em
relação a nós próprios, aos outros e à Terra.
De um modo geral, os astrólogos não
estão de acordo em relação ao signo regido por Quiron,
mas eu sou favorável à ideia de que talvez o mais indicado seja atribuir-lhe a
regência da Virgem ( um signo da terra), na medida em que transporta para a
consciência desse signo a concentração no serviço e o poder de cura da verdade:
a qualidade do agente catalisador.

Astrologia parta a
Alma