ANSIEDADE
A ansiedade impede as pessoas de usufruírem o prazer do momento presente fazendo com que se angustiem com o instante futuro.
A ansiedade origina a produção de muita adrenalina no organismo e como consequência, a perder a medida exacta das coisas. A pessoa sofre e faz os outros sofrerem. A ansiedade diminui a sua luz interior, torna-a uma pessoa nervosa e preocupada com os factos futuros. Torna-se tão egoísta e preocupada com as razões da sua própria ansiedade, que acaba indiferente aos problemas daqueles que a amam.
Por detrás da ansiedade, estão escondidos o medo e a insegurança. Por isso deseja ardentemente que aquilo com que sonha aconteça de uma forma rápida, num piscar de olhos. É a maneira inconsciente de tentar não perder o que tanto deseja.
Porquê preocupar-se tanto?
Quem se preocupa excessivamente com o amanhã acaba por se esquecer de aproveitar o aqui e agora, desperdiça tempo e energia e no final acaba por ficar sem nada.
Porquê desprezar as etapas preparatórias e unicamente almejar o resultado final?
No universo, nada se consegue sem mérito. Para obter o que se deseja, é necessário caminhar e viver plenamente cada uma das etapas necessárias para a conquista do seu objectivo.
Para alcançar o que é seu por direito divino, pratique um pouco a arte da paciência. A ansiedade não ajuda em nada, só aumenta as barreiras e as dificuldades.
Se por acaso se considera uma pessoa insegura, com medos e dúvidas, procure tranquilizar o seu coração.
Uma das emoções mais difíceis de controlar é a ansiedade. Superficialmente, a ansiedade talvez não aparente ser um problema tão grave, mas naquilo que diz respeito à nossa consciência humana pode perturbar de tal forma a nossa abertura à concentração e à meditação que acabamos por perder completamente o tão necessário equilíbrio. Deixamos escapar as oportunidades positivas por falta de atenção e concentração. A ansiedade empurra e divide, criando a separação, a confusão e a insatisfação. E quando não estamos atentos à nossa ansiedade, ela torna-se cada vez mais difícil de controlar.
Uma das formas de diminuir e controlar uma crise de ansiedade consiste na técnica da respiração:
Ao sentir ansiedade, normalmente respiramos de uma forma rápida e descontrolada. Isto afecta o organismo e causa sintomas de ansiedade como formigueiros, tonturas, contracções musculares, agravando o quadro ansioso. A respiração correcta corrige esse desequilíbrio e impede que a crise progrida.
Assim:
- Respire devagar e pausadamente. Comece com uma inspiração suave, contando até três.
- Liberte agora o ar, lentamente, contando até três.
- Ao respirar, tente fazer com que a sua barriga cresça ao inspirar e encolha ao soltar o ar.
- Treine esta respiração em casa e encontre o seu ritmo.
- Utilize esta técnica sempre que começar a sentir ansiedade.
Como evoluir utilizando a mente
Meditação
A ideia básica geralmente associada ao motivo pelo qual as pessoas meditam é que durante o nosso dia estamos constantemente sujeitos a estímulos sensoriais e as nossas mentes estão sempre activas no processo de pensar. Nós lemos jornais, estudamos livros, escrevemos relatórios, conversamos, solucionamos problemas, etc., etc. Normalmente, ao realizarmos essas actividades entramos em constantes conflitos de ordem mental. Na maioria dos casos as pessoas não estão cientes de todas as actividades mentais que a todo o momento nos envolvem.
A meditação permite que toda esta actividade se acalme e, em geral, o resultado é uma mente mais tranquila, calma e concentrada. Basicamente, a meditação dá-nos um estado de consciência que nos permite tornarmo-nos "rejuvenescidos".
A meditação pode ser considerada uma técnica ou uma prática. Ela normalmente envolve a concentração num objecto tal como uma flor, uma vela, um som, uma palavra ou a nossa própria respiração. Com o tempo, o número dos pensamentos dispersivos diminui.
O mais importante é que a atracção por estes pensamentos e a sua identificação diminuem progressivamente.
O meditador pode estar preso a um determinado padrão de pensamentos, mas uma vez que se torne consciente disso, a atenção é suavemente conduzida de volta para o objecto da concentração. A meditação pode também ser sem um objectivo definido, por exemplo, estar apenas sentado. As experiências durante a meditação provavelmente variam de um indivíduo para outro de uma maneira significativa e, ainda mais, se houver diferentes técnicas envolvidas. Relaxamento, consciência geral ampliada, concentração mental, lucidez e um sentimento de paz são os resultados mais comuns da meditação. Embora muito já se tenha escrito sobre os benefícios da meditação, a melhor atitude é não ter nenhum tipo de expectativa quando à forma de a praticar, ter uma expectativa com um resultado (positivo) provavelmente criará um esforço desnecessário na sua prática.
Já que a meditação passa por um estado de consciência mais esclarecedor do que se encontra dentro de si possibilitando-lhe enfrentar os aspectos desagradáveis do seu lado inconsciente. Não importa qual seja a experiência, deverá tentar permanecer consciente dela e de quaisquer ligações que possam existir.
O fracasso em experimentar o silêncio, a paz interior, a lucidez mental, a alegria ou de outro benefício desenvolvido pela meditação não é por si só um sinal de uma prática incorrecta ou de que a pessoa não possa concentrar-se duma forma apropriada ou suficiente para tornar-se eficaz na meditação. Não é tão importante que se experimente a paz ou a alegria. O que é, geralmente, considerado importante na meditação é que a pessoa seja constante nas suas meditações – todos os dias – e que faça um esforço razoável, mas não excessivo, para manter o objectivo da concentração. Com a prática regular, o resultado inevitável é o aumento do entendimento e a eficácia com a técnica particular da meditação.
Algumas pessoas usam a meditação formal como o passo preliminar para praticarem uma meditação cuidadosa durante o dia, tentando manter uma consciência calma, mas ampliada, dos seus próprios pensamentos. Para algumas pessoas, a meditação é primeiramente uma prática espiritual e esse método pode estar intimamente ligado à prática de uma religião, como, por exemplo, o Hinduísmo ou o Budismo.
A meditação é diferente do relaxamento, do pensamento, da concentração ou da auto-hipnose?
Relaxamento: O relaxamento é um derivado comum da meditação. Pode assumir muitas formas como um banho quente, reclinar-se num sofá e assistir a um programa de televisão, etc.
Meditação: A meditação é um processo activo onde o meditador permanece totalmente consciente do que está fazendo. Há também a tentativa de transcender o processo do pensamento enquanto muitas formas de relaxamento ainda utilizam o processo de reflexão. A meditação permite ao corpo relaxar e pode compensar os efeitos do stress mental e físico num grau potencialmente maior do que o relaxamento passivo.
Pensamento: Os pensamentos, geralmente, consomem energias no seu processo de formação. O constante acto de pensar, em especial, o de natureza dispersiva pode cansar a mente e até mesmo provocar uma dor de cabeça. A meditação tenta vencer esse nível básico da actividade dos pensamentos. Por meio de práticas regulares uma pessoa torna-se consciente de que nós não somos os nossos pensamentos, mas que há uma consciência que existe, independente dos próprios pensamentos. Descartes ("Penso, logo existo") obviamente não era um meditador regular!
Concentração: A meditação começa com a concentração, mas depois de um período inicial a actividade mental diminui e a consciência concentrada torna-se mais espontânea. Nesse ponto a pessoa pode continuar ou não a trabalhar o objectivo da concentração.
Auto-hipnose: A auto-hipnose, como a meditação, envolve pelo menos um período inicial de concentração num objectivo. Contudo, na hipnose não há a tentativa de manter a percepção da realidade ou de ficar consciente de todo o processo (no processo). Em vez disso, entra-se num tipo de transe semiconsciente.
Quais são as diferentes técnicas de meditação?
A meditação envolve concentração em algo que conduza a nossa atenção muito para além do pensamento involuntário que está, geralmente, nas nossas cabeças. Isso pode envolver um objecto sólido, uma pintura, a respiração, ou uma visualização. Os objectos mais comuns utilizados incluem a chama de uma vela ou uma flor. Algumas pessoas usam quadros, como uma mandala – uma pintura colorida simetricamente – ou uma estampa de um guia espiritual num estado de meditação elevado. Os mantras são sons (que têm uma qualidade harmoniosa e favorável à meditação, podendo ser repetidas em voz alta ou interiormente. A respiração é, também, um ponto focal. Finalmente, a visualização dirigida é, da mesma forma, considerada por alguns como uma forma de meditação; ela pode ajudar a levar a pessoa ao estado de meditação e pode produzir os resultados mais variados.
O que é o certo?
Não há uma técnica de meditação certa. Algumas técnicas funcionam melhor com uns e outras técnicas com outros. O mais importante é encontrar aquela que funciona consigo.
O que é o ABC da meditação?
Há algumas recomendações para a meditação:
Deve ser praticada todos os dias, de preferência no mesmo horário; É preferível que seja feita antes das refeições; Deve ser reservado um local para meditar, devendo ser um ambiente calmo e utilizado apenas para essa finalidade; A pessoa deve sentar-se com a coluna erecta e se preferir utilizar uma cadeira.
Há alguma implicação religiosa com a meditação?
A meditação foi e ainda é uma prática dominante nas religiões orientais para entrar em contacto com Deus ou com um Eu Superior.
O cristianismo também é semelhante à meditação, tal como a declaração bíblica "O reino do céu está dentro de nós". As igrejas possuem uma atmosfera de meditação.
A meditação ocupa-se em procurar algo que está dentro de nós, que seja tranquilo, calmo, rejuvenescedor e expressivo. Não importa se alguns chamam "Deus", "alma", "criança interior", "paz" ou "silêncio". Isso está lá e qualquer um pode beneficiar não importando as suas crenças.
A maioria das pessoas no mundo já meditou. Se já se relaxou olhando para um lindo pôr-do-sol, deixando os seus pensamentos quietos isso significa que está perto da meditação. Se estiver a ler um livro por algum tempo e fizer uma pausa, colocando-o de lado e ficar apenas sentado, calma e serenamente, sem pensar em nada, isso também está perto da meditação.
A meditação tem alguma implicação ética?
Em muitos princípios religiosos, a prática da meditação é um meio para reforçar as qualidades éticas. Nessas tradições, a serenidade da mente, a tranquilidade e a alegria são possíveis na meditação e na vida, geralmente, apenas se elas forem acompanhadas pela observação de normas éticas de comportamento.
Qual é a melhor hora para se meditar?
Embora a meditação seja benéfica a qualquer hora, a maioria das pessoas que meditam concordam que logo pela manhã é a melhor altura para se meditar, pois, dizem que cedo a agitação do mundo ainda não começou e, sendo assim, é mais fácil estabelecer uma atmosfera favorável à meditação. A vantagem de se meditar no começo da manhã, é que isso também nos permite levar um pouco da energia e da paz alcançadas para as nossas actividades diárias.
Muitas pessoas meditam antes do jantar ou durante a noite, outras na hora do almoço. Uma pequena meditação nessas horas permite livrarmo-nos do stress acumulado no trabalho diário e proporciona uma maior energia para as próximas tarefas que nos esperam. Ter uma hora do dia bem determinada para a meditação, ajuda a manter a sua regularidade.
Porque razão algumas pessoas utilizam música enquanto meditam?
A música de meditação pode ajudar a criar uma atmosfera favorável para a meditação. Algumas pessoas acham que meditar é relativamente fácil, mas o mais difícil é começar a meditação. A música pode ajudar a tornar tudo mais fácil. Enquanto alguns utilizam a música com frequência, outros preferem a meditação silenciosa.
Devo meditar com os olhos abertos ou fechados?
Diferentes tradições dão diferentes respostas. Fechar os olhos pode dar sonolência – caso aconteça abra-os um pouco. Abrir os olhos pode provocar distracções – caso aconteça feche-os ou fixe o olhar numa parede branca (estilo Zen). Outra possibilidade é permanecer com os olhos entreabertos, um olhar (fixo) desfocado e virado para baixo, mas mantendo a cabeça erecta com o queixo ligeiramente inclinado. Às vezes, pode sentir dores de cabeça por olhar fixamente para um ponto muito próximo dos seus olhos (talvez menos de um metro). Este processo deve ser relaxado para prevenir a fadiga ocular ou a dor de cabeça.
Experimente e veja qual é o melhor para si. Se estiver a usar uma vela, uma flor ou um objecto imaginário na sua meditação, então, nesse caso, a técnica só requer que os seus olhos estejam parcialmente abertos.
Quais são os efeitos fisiológicos da meditação?
Os efeitos fisiológicos mais comuns da meditação são a redução da pressão sanguínea, a pulsação mais baixa, a diminuição da taxa metabólica e alterações na concentração plasmática sanguínea das diversas substâncias.
Quando eu medito, sinto uma dor física no meu corpo. O que devo fazer?
As sensações (ânsia, dores, etc.) podem surgir no corpo quando meditamos por várias razões. Às vezes a causa pode ser devido a uma postura incorrecta – tenha a certeza que está numa posição confortável. Outro motivo para que isso suceda é que as sensações no corpo são mais perceptíveis durante a meditação. O corpo e a mente estão mais calmos e nós somos capazes de notar mais detalhes nas nossas sensações físicas. É interessante observarmos essas sensações no nosso corpo para usá-las como objectos de meditação. Ocasionalmente essas sensações desaparecem sem termos movido ou mudado de posição. Lembre-se de que um corpo tranquilo contribui para uma mente tranquila.
Por quanto tempo devo meditar?
Quando estamos a aprender a meditar, em geral, não é possível praticarmos por mais de 10 -15 minutos. Depois de algum tempo de prática regular, somos capazes de meditar por períodos mais longos. Muitas pessoas meditam duas vezes por dia 20 – 30 minutos, mas a duração e a frequência correcta é uma decisão individual.